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Já pensou em morar em uma casa que gere a sua própria energia elétrica?

Postado em 13 de Janeiro de 2017
Imagem de ilustração: Já pensou em morar em uma casa que gere a sua própria energia elétrica?

Com o avanço da tecnologia e das políticas de proteção ao meio ambiente, moradias e escritórios ecologicamente corretos estão ficando cada dia mais comuns. A constante queda de preços e as facilidades de aquisição de equipamentos geradores da chamada energia limpa estão mudando o mercado e transformando os lares e locais de trabalho em ambientes energeticamente sustentáveis.

Segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até 2024 cerca de 1,2 milhão de residências no Brasil vão contar com energia produzida pelo sistema de geração própria de energia, que permite que o consumidor instale pequenos geradores de fontes renováveis, como painéis solares e microturbinas eólicas em suas residências, escritórios e condomínios, e troque energia com a distribuidora local, com objetivo de reduzir o valor da conta de luz.

Outra forma de fazer isso é a chamada geração compartilhada, onde a mesma fonte de energia abastece mais de uma casa ou estabelecimento, podendo ser partilhada por diversas empresas ou famílias.

A Aneel já dispões de regras e normas que facilitam a instalação de equipamentos para a geração distribuída de energia no país, e por isso prevê o aumento da procura pelo sistema. Desta forma um grupo de pessoas pode se unir em um consórcio ou em cooperativa, instalar um ou mais sistemas de mini geradores e utilizar a energia gerada para reduzir as faturas dos consorciados ou cooperados.

Também foi autorizado pela Aneel que o consumidor gere energia em um local diferente do consumo. Por exemplo, a energia pode ser gerada em uma casa de campo e consumida em um apartamento na cidade, desde que as propriedades estejam na área de atendimento de uma mesma distribuidora. A norma também permite a instalação de geração distribuída em condomínios. Nesse caso, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida, o cliente fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as novas regras, o prazo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses.

Crescimento

Entre 2014 e 2016, as adesões ao modelo de geração distribuída quadruplicaram no país, passando de 424 conexões para 1.930 conexões. Para este ano, o crescimento pode ser de até 800%, segundo a Aneel. “O potencial de crescimento é muito grande, e a taxa de crescimento tem sido exponencial, até porque a base ainda é baixa”, afirma Tiago Correia, diretor da Aneel. Atualmente, cerca de 90% das instalações de geração distribuída no país correspondem a painéis solares fotovoltaicos.

Custos

O investimento em um sistema de geração de energia ainda é alto se comparado com outros países que já possuem uma cultura disseminada sobre as vantagens do uso da energia limpa. No Brasil, por causa do custo dos equipamentos e das taxas de impostos, o retorno poderá ser sentido pelos consumidores entre cinco e sete anos, segundo o diretor da Aneel. “Se você pensar como um investidor, que tem um dinheiro disponível e gostaria de aplicar, traria um rendimento muito melhor do que qualquer aplicação financeira disponível hoje”, diz Tiago Correia.

Já o responsável pela área de geração distribuída da empresa Prátil, Rafael Coelho, estima que uma residência consiga obter o retorno do investimento a partir de quatro anos, dependendo da radiação do local e do custo da tarifa. Para ele, o investimento vale a pena, especialmente porque o consumidor evita oscilações na tarifa de energia.

Fontes: Pequenas Empresas Grandes Negócios / Pini


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